terça-feira, 26 de julho de 2011

Black




Continuação do capítulo V






Fechei os olhos e me concentrei...



O caminhão passou violentamente por nós e foi como se não houvesse ninguém no local. Vimos tudo o que tinha por dentro do veículo antes dele terminar de passar.



As pessoas não acreditaram no que tinham visto. Como eu explicaria aquilo???



Um grito me assustou... a mãe da criança passou or todos desesperada e a abraçou. Fiquei olhando e procurei me retirar sem que ninguém percebesse...




-- Foi ela!!!! - Alguém gritou.



Tentei correr, mas foi inútil a tentativa! Me chamaram de SANTA, FEITICEIRA... arrancaram minha jaqueta fora e a vi ser destruída em mil pedaços por que todos a queriam.



Hiram me tirou do local rapidamente.



-- Enlouqueceram Hiram!!! Estão pensando que sou um ser divino!!!!



Hiram apenas riu.



-- Você nem liga hein??? - eu estava seriamente aborrecida.



-- Você não percebeu o que fez? Você atravessou um caminhão e acha que estas pessoas vão achar normal...



Ele estava certo.



-- Me encrenquei não??? - eu estava cansada da maratona.



-- Só um pouco... amanhã você verá os efeitos desse salvamento! - ele deu as costas e entrou em casa.



Realmente... o dia seguinte se transformou num inferno: me escondi no quarto pelo simples fato da minha porta estar lotada de pessoas que pediam curas. Seria difícil escapar desta... ou não?


Olhei para o anel: poderia fazer as pessoas esquecerem o que ocorrera!


O que aconteceu em seguida não me ajudou em nada!!!



To be continued.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Black

Capítulo V



Sinceramente, a minha paciência estava no limite.

Faz uma semana que estou estudando os assusntos da Faculdade e Magias. Hiram é um bom professor, mas eu não presto atenção ao que ele fala.


Estou um pouco triste com o que vem acontecendo - eu estava sentindo cansaço mental por causa de um grupo de insetos que me atacaram no comércio quando sai de uma loja - não queria, não queria mesmo...


-- Não queria o que? - Hiram perguntou-me sondando minha mente.


Pensei bem antes de responder:


-- Isso! - mostrei o anel que adornava meu polegar.

-- Você ainda está chatiada com seu destino???

-- Destino não, castigo e daqueles bem pesados! - levantei e respirei fundo.


Ele nada me disse. Permaneceu sentado, rabiscando numa folha.


-- Não quero que Claus passe por tudo isso...


-- Mesmo que você não quisese você iria manifestar seus dons...


-- Mesmo sem o anel? - minha dúvida era ridícula.


-- Está no seu sangue Vick...


Hiram parou bruscamente de rabiscar e o lápis quebrou violentamente entre seus dedos.


-- O que houve... - iniciei, mas senti um arrepio.


Disparei pela porta ao sentir um cheiro estranho. O ar estava pesado, sinal de que a noite não seria calma.


-- Conseguiu ver algo? - Hiram perguntou ao meu ouvido.


-- Infelizmente não consegui ver nada! - senti o sangue latejar nas veias.


Comecei a caminhar seguindo o rastro de energias negativas que impregnavam o ar, senti-me como um cão policial farejando pistas.


Crianças brincavam animadamente em frente ao posto de gasolina quando um caminhão veio descendo no sentido Alagoinhas. De início achei normal, mas em segundos a atmosfera ficou "carregada" e percebi que o caminhão estava fora de controle. Uma garotinha não vira ainda o caminhão e seria projetada ao longe por ele.


Por instinto, corri o mais rápido que pude e abracei a menina no meio da pista. O caminhão avançava cada vez mais - eu via tudo lentamente...


-- Feche os olhos, vai ficar tudo bem... - murmurei para a criança.








To be continued